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Design aplicado no dia a dia

Já se questionaram sobre o que é o design? Quais as suas aplicações palpáveis e de fácil quantificação? Este é um dos desafios, por vezes ingrato, da minha profissão: quantificar e qualificar o design aplicado num objeto do nosso quotidiano. Esta análise é extremamente difícil pois o design é parte integrante do objeto, e nem sempre visível ou de fácil identificação.
A maioria de nós cruzou-se com a palavra em anúncios de procura de designers ou com empresas que dizem ter produtos com “design”. Mas são poucos os que aprofundam os conhecimentos desta área, e só quem necessita de recorrer ao designer profissional é que acaba por ter algum conhecimento da sua abrangência.

Das diversas especializações do design, o design gráfico é o mais reconhecido. Esta é uma área onde todos afirmam ser designers (mesmo não tendo o canudo). Onde um programa de edição de imagem facilmente ajuda alguém a passar por profissional qualificado, mesmo não o sendo. Acreditem, os serviços de um designer gráfico ultrapassam a mera criação de um logótipo “engraçado”. Passa pela conceção de uma imagem gráfica global, com a mensagem certa, tornando-a facilmente reconhecível pelo público. Nesse sentido existem diversas marcas cuja imagem parcial do logótipo é suficiente para ser reconhecidas globalmente.

Com o “boom” das redes sociais e dos websites o web design acabou por tornar-se numa área muito solicitada, tendo o mercado percebido que um site bem estruturado, com um layout simples e equilibrado, facilita a consulta da informação. O tempo de permanência dos visitantes aumenta e, com este, a probabilidade de o cliente final adquirir um serviço ou produto. Creio ser de fácil compreensão o que acontece quando um site é confuso e visualmente incómodo, pois todos nós conhecemos bons e maus exemplos.

O design de interiores, apesar de mais recente, é de momento uma das áreas mais em “voga”, e sempre muito ligado à construção e habitação. O design de interiores serve como complemento a um estudo arquitetónico devendo existir uma simbiose entre a arquitetura e o design de interiores. Ter um profissional que projeta e analisa a dinâmica do interior do nosso espaço para que corresponda às nossas necessidades, onde tudo é pensado para nos facilitar o dia a dia, é sem dúvida uma mais valia.

Por último, mas não menos importante, o design industrial ou design do produto é a área que me caracteriza, que me identifica e que mais gozo me dá praticar. É por esta que estou apaixonado! No entanto, esta é provavelmente, de todas as áreas do design, a que tem um menor reconhecimento no público, pois é uma área onde é mais comum trabalhar diretamente com empresas de produção e menos com o consumidor final.

Mas o que move a minha paixão é o momento em que a simbiose entre o cliente e o projeto realizado atinge o seu ponto alto. Quando quem está à minha frente se revê no projeto que lhe é apresentado, e até necessidades que nem imaginava ter são suplantadas.
Um dos melhores exemplos de como o design industrial ou do produto está presente no nosso dia a dia é o clip. Quem de nós já parou para observar a genialidade de um simples clip, um produto feito de um pedaço de arame e que, mesmo na era do digital, prevalece.